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Médico orienta mulheres sobre gravidez, partos e amamentação durante pandemia da Covid-19

Por Redação, 31/03/2020 às 13:03
atualizado em: 01/04/2020 às 14:13

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Agência Brasil

Em meio ao medo de contágio, com hospitais lotados, as grávidas e aquelas que amamentam estão cheias de dúvidas sobre a pandemia do novo coronavírus. O médico ginecologista e diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas, Clovis Bacha, responde as perguntas mais questionadas pelas ouvintes da Rádio Itatiaia.

Há algum risco do vírus passar da mãe para o feto?

“Até agora, não existem evidências importantes de que o coronavírus tem alguma passagem, alguma contaminação da mãe para o feto. Existem relatos de casos e as repercussões foram mínimas, então, a gente não pode afirmar que exista e muito menos que seja de forma sistemática”.

O parto vaginal e o natural são indicados durante a pandemia?

“Partos continuam com as mesmas indicações. A cesariana só deve ser realizada quando tiver outra indicação que não o coronavírus. Mesmo gestantes acometidas pelo coronavírus, na véspera elas devem ter preferência o parto normal. É claro se ela desenvolver um senso respiratório que necessite com respirador aí sim essas pacientes poderão ser submetidas a uma cesariana para salvar a vida do recém-nascido.

E quem não quer ir ao hospital?

“Os hospitais em Belo Horizonte estão longe de estarem cheios. Ao contrário. A maioria das pessoas chegam nos hospitais gerais e são testadas, fazem uma avaliação, são isoladas - vão para um espaço diferente do que geralmente as grávidas vão. Elas são testadas e, mesmo que positivas a maioria vai para casa. São pouquíssimas as internações hospitalares, pouquíssimos os que estão em terapia intensivo e os óbitos até agora não ocorreram em Belo Horizonte. Existem, claro, as maternidades que são voltadas exclusivamente para o parto. Então essas unidades são mais ainda preparadas.

Se a mãe contrair o vírus, ela pode amamentar?

“Não existe nenhuma evidência de que deve interromper, mesmo porque junto com os possíveis vírus o bebê vai receber os anticorpos do leite materno. Então deve se continuar amamentando. Em casos graves, em que a gestante estiver muito debilitada, aí sim pode pasteurizar um pouco o leite antes de dar para gestante ao mesmo substituir pelas fórmulas. Mas isso vai ser raridade. No geral, gestante com sintomas leves ou moderados, paciente pós-parto, com sintomas leves ou moderados, devem continuar amamentando”.

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