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Coluna: Aquele fatídico 2020: é preciso colocar as coisas sob perspectiva

Por Milton Naves, 01/06/2020 às 10:32
atualizado em: 01/06/2020 às 10:37

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Foto: Pixabay
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2020. O ano em que o mundo foi assolado por uma pandemia. Não tinha remédio de eficácia comprovada, nem vacina. Foi preciso decretar isolamento social, praticamente no mundo inteiro, para tentar conter o avanço da doença e o colapso dos sistemas de saúde nos países. 

As principais competições esportivas foram adiadas ou canceladas. 

Havia Jogos Olímpicos para acontecerem em 2020, em Tóquio. Foram adiados para 2021. Copa América, Eurocopa, torneio de Wimbledon... nada disso mais aconteceria em 2020. 

Por quatro vezes, as Olimpíadas foram canceladas na história recente: em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial; em 1940 e 1944, por causa da Segunda Guerra Mundial. E em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Deve ter havido, também, quem contestasse o cancelamento, lá em 1944, dos jogos olímpicos. “Essa guerra já deu o que tinha de dar” -  devem ter dito alguns futuros atônitos espectadores da bomba atômica lançada sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. 

Em 2020, houve uma compreensão razoavelmente mundial, pelo menos por parte das organizações esportivas, de que aglomerações não seriam possíveis e não havia previsão de quando pudessem voltar a ser. As competições esportivas que incluíam a promoção de qualquer tipo de aglomeração não tinham mais condições de ocorrer, pelo menos não no formato com que estavam acostumadas. 

Em 2020, houve jogos sem público. Houve antecipação do fim de competições, houve decretação de campeões. E isso tudo foi superado, em algum momento depois de 2020. Porque foi isso que 2020 exigiu das pessoas, das entidades, das confederações. Não era uma questão de opinião. Era uma questão de fazer o que precisava ser feito. De reconhecer que a espécie humana foi desafiada a reorganizar todo o seu “status quo”, seu modo de vida e sua suposta supremacia terrestre, por causa do único organismo acelular da Terra, um vírus.  

É preciso colocar as coisas sob perspectiva. 

Porque foi preciso fechar, porque foi preciso cancelar, porque foi preciso sentir muita falta de muita coisa, foi permitido reinaugurar também. Porque reinaugurar é diferente de reabrir. E reinauguração sempre andou junto com a oportunidade de fazer melhor do que antes.

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