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A nova realidade

'Por aqui, em Minas Gerais, o movimento é um pouco mais lento'.

03/01/2020 às 10:54


A temporada do futebol brasileiro já começou. O mercado da bola está a todo vapor país a fora e os clubes colocam em prática as projeções para 2020: alguns anunciam reforços, levantam especulações, emprestam, vendem, sondam. Mas por aqui, em Minas Gerais, o movimento é um pouco mais lento.  

Um dos motivos para a desaceleração é o cenário financeiro. Não dá pra sonhar alto com um orçamento tão baixo. O natural de grandes nomes, medalhões, terá que ser substituído pela peneira de novos nomes - baratos e promissores. E essa não é apenas uma escolha pelo dinheiro. Que parceiro vai bancar salários surreais de atletas que muitas vezes não correspondem em campo? Os exemplos 'decepcionantes' estão aumentando a cada temporada.

O Atlético confirmou o lateral-direito Maílton e o técnico Rafael Dudamel. Jogadores importantes saíram, como Leo Silva, Elias, Luan. Vemos aí uma mudança radical no planejamento e esperamos ter também mudanças nos resultados.

O Cruzeiro, como previsto, segue parado. Vários atletas estão com o futuro indefinido, já que a proposta é um teto salarial de até R$ 150 mil. A pergunta que paira é: quem vai 'descer' tanto assim nas despesas mensais? Há ainda quem pense no clube e não no dinheiro? Teremos a resposta em breve, porque a solução celeste é pra ontem.

A austeridade imposta ou obrigatória vai predominar. Aquele que a enxerga com boa vontade sairá na frente na corrida. Quem insistir com o velho e patriarcal futebol vai se tornar um Cruzeiro. Tantos anos sendo exemplo em campo e hoje se tornou espelho negativo de gestão. Que logo seja vitrine de reestruturação.

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