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Austeridade não conquista título

Entendo que em uma fase de dívidas é preciso sim ter um controle de gastos, mas um clube de futebol vive de títulos!

25/04/2019 às 06:24

Bruno Cantini/atlético

O ano de 2019 não tem sido fácil para o Atlético. Depois de amargar a perda do título do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro, o Galo foi eliminado da Copa Libertadores depois de uma campanha fraquíssima. Para piorar a situação, o clube recebeu “não” de dois treinadores para a vaga de Levir Culpi. 

Esta é a terceira vez que o time alvinegro foi eliminado ainda na fase de grupos da competição. A primeira foi em 1972. Depois de ser campeão brasileiro em 1971, os alvinegros deixaram a Libertadores com cinco empates e uma derrota. A segunda eliminação foi em 1981, com duas vitórias e quatro empates. Nesta temporada, foram cinco partidas, apenas uma vitória e quatro derrotas. 

E quem pode assumir o desafio de treinar um time tão desmotivado? Thiago Nunes, do Athletico Paranaense, e Rogério Ceni, do Fortaleza, se recusaram. 

Por mais que haja justificativas plausíveis dos dois treinadores, o Atlético é vítima de si mesmo. Desde a saída de Levir Culpi, no fim de 2015, o time alvinegro teve nove treinadores: Diogo Giacomini, Diego Aguirre, Marcelo Oliveira, Roger Machado, Rogério Micale, Oswaldo de Oliveira, Thiago Larghi, o próprio Levir e o atual, interino, Rodrigo Santana. 

Qual treinador vai acreditar em um projeto de trabalho por parte do clube com tamanha rotatividade no cargo? Não há um corporativismo da classe, mas há um alerta ligado para este tipo de conduta. É preciso dar tempo para trabalhar. O erro nem sempre vem somente da comissão técnica. Se fosse verdade, muita coisa teria mudado de lá pra cá e o que vemos não é isso. Vemos erros se repetindo com frequência. E sabe-se que o problema não é só do técnico. Precisa-se de jogador!!! Precisa-se compor o elenco. Alguns atletas já estão com validade vencida. 

A torcida está cansada de tantos erros e omissões. Há muito para se rever dentro do clube. Austeridade não ganha títulos. Entendo que em uma fase de dívidas é preciso sim ter um controle de gastos, mas um clube de futebol vive de títulos! Ser campeão de uma competição não é apenas ganhar um troféu para enfeitar a sala de troféus ou zoar o rival. Vai muito além disso! Ser campeão, ou avançar para fases decisivas, significa ter dinheiro em caixa. Um exemplo disso é que com a eliminação na fase de grupos da Libertadores, o Atlético deixou de receber aproximadamente R$ 4 milhões, que seriam pagos na premiação pela presença nas oitavas de final da competição. Isso precisa ser levado em consideração. 

De nada adianta pregar austeridade e se esquecer que é necessário fazer boas campanhas em campo, afinal, é dali que saem os patrocínios e as premiações. 

O erro já poderia ter sido consertado, ou evitado. Afinal, em 2018, o clube foi eliminado na primeira fase da Sul-Americana, nas oitavas da Copa do Brasil e ficou em sexto lugar no Brasileirão. É preciso lembrar que tudo isso impacta na arrecadação de bilheterias e cotas de televisão. 

O ano não está perdido para o Atlético, ainda que pareça impossível não pensar isso! Há tempo de buscar vaga na Sul-Americana e fazer boa atuação no Campeonato Brasileiro, mas para isso é preciso rever a política do clube. É preciso ser mais ousado no mercado. 

É isso que a torcida espera.

Boa sorte, presidente Sérgio Sette Câmara, boa sorte Rui Costa. Que vocês tenham muita competência para ajudar o Atlético a passar esta fase, porque existem muitos profissionais no corpo da diretoria que são bons. Os que não contribuem precisam ser trocados, como em qualquer empresa.

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