Rômulo Ávila

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Quando 'reforço' vira problema

Tudo indica que a ideia de apostar em trocas na próxima temporada não será fácil de ser executada

25/10/2019 às 09:42

Bruno Cantini/Atlético

Responda rápido: o lateral esquerdo Lucas Hernández é melhor que Hulk ou Danilo (emprestado ao Vasco)? E o atacante Maicon (que me recuso a chamar de Bolt) tem alguma qualidade superior a do garoto Marquinhos? Não e não!

Sempre tomo muito cuidado ao criticar jogadores, pois sei como é difícil chegar ao profissional. Quem consegue, ainda mais em time grande, é porque tem alguma qualidade. No entanto, analisando o rendimento de Lucas Hernández e Maicon com a camisa do Atlético, me pergunto como eles conseguiram chegar a um clube de Série A.

Fiz esse recorte depois de ouvir o presidente Sérgio Sette Câmara dizer, nesta quinta-feira (24), que vai ao mercado em 2020 para reforçar o time, mesmo sem ter recurso disponível. O plano, segundo ele, é usar alguns atletas do atual elenco como moeda de troca. É, sem dúvida, uma ótima alternativa e, ao mesmo tempo, um desafio.

Pego como exemplo justamente Maicon e Hernández, peças que, pelo desempenho dentro de campo, não têm a menor condição de continuar no clube em 2020.

Lucas Hernández custou cerca de R$ 12 milhões ao Atlético. Foi a primeira contratação do diretor Rui Costa. Porém, o desempenho não justificou nem de longe o investimento. Tanto que virou terceira opção para o setor. O problema é que o uruguaio tem contrato até 2022. Como conseguir um clube para um jogador com qualidade técnica suspeita sem perder o investimento milionário?

O caso de Maicon pode ser considerado menos complexo, já que o Atlético não investiu para contratá-lo. Ele estava livre no mercado, situação quase impossível de acontecer com um jogador de qualidade. Porém, Maicon tem contrato até o fim de 2021 e tem salário elevadíssimo. Quem vai se arriscar?

Lembro que um clube não pode simplesmente rescindir o contrato de um jogador sem arcar com parte do contrato. Ou seja, caso não consiga clubes interessados, o Atlético ficará no prejuízo.

Sem contar os goleiros, o atual elenco tem 28 jogadores. Muitos com contrato longos. Terans (2023), Zé Welison (2022), Patric (2020) e Ricardo Oliveira (2020) são exemplos.

Tudo indica que a ideia de apostar em trocas na próxima temporada não será fácil de ser executada. Afinal, sobra quantidade e falta qualidade. E jogador mediano e caro quase clube nenhum quer.

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