José Lino Souza Barros

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Um grande privilégio existencial.

Da jornalista Cora Rónai

22/04/2020 às 01:01
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Um amigo perguntou o que vejo de positivo na quarentena. Não vejo muito de positivo (exceto para o planeta e para a natureza), mas considero um privilégio existencial estar aqui, agora, vivendo um dos grandes fenômenos da História. O ano de 2020 será lembrado para sempre: assim como nós nos lembramos de 1348, até hoje, como o ano em que a peste negra chegou à Europa.

-- As grandes cidades do mundo pararam (pela primeira vez) em 2020 -- dirão os netos dos netos dos nossos netos. Que diferença faz isso se, em algumas décadas, mesmo os mais jovens e saudáveis dentre nós já não estarão mais aqui? A longo prazo, nenhuma. Mas o que se leva dessa vida é um conjunto de experiências e de vivências, e nós estamos passando pela experiência mais extraordinária do século, talvez do milênio. Nós estamos experimentando em primeira mão o espanto diante de cidades vazias que, amanhã, serão as ilustrações batidas dos livros de História. Sim, eu acredito na sobrevivência dos livros.

Nós somos a primeira geração que ainda não sabe como isso vai acabar. É lógico que, podendo escolher, nenhum de nós escolheria passar por isso; mas essa não é uma escolha. Então vamos observar bem e vamos tentar ser as melhores testemunhas que pudermos ser.

É o que nos resta, e não é pouca coisa.

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