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Questão de prioridade

30/01/2020 às 07:50
Questão de prioridade

A assessoria do presidente Nelson Messias sugeriu a ele que enviasse resposta a crítica que fiz à decisão de decretar ponto facultativo na tarde de quarta e em toda a quinta-feira, nas cidades atingidas pelas chuvas. A nota encaminhada pelo presidente começa com a observação de que a crítica é necessária, mas é preciso estar sempre escorada em informações corretas.

Naturalmente, digo eu, quem escreveu não é jornalista experimentado, que me conheça, caso contrário não poderia esperar que eu não soubesse das reais intenções do tribunal, de preservar a integridade das pessoas e dos processos, evitando prejuízos insanáveis às partes. O mundo sabe que estamos no período chuvoso, que Belo Horizonte recebeu chuva incomum na noite de terça-feira e que pode vir mais. Eu sei. Mas como porta voz dos que clamam por justiça mais ágil não concordo. E é isso que a assessoria do presidente não quer entender. Eu que ouço as pessoas perguntando porque a Justiça tem dois recessos por ano, os juízes têm férias regulamentares além do recesso e uma câmara do tribunal vota 400 processos numa manhã.

Encaminhei no mesmo Whatsapp ao presidente cópia de documento assinado pelo gerente da secretaria do Juizado Especial de Betim “comunicando a todas as partes e advogados que todas as audiências que estão designadas para o dia 30 de janeiro serão redesignadas para o dia 4 de maio”.

Por mim, o assunto estaria encerrado.

Mas ao término da mensagem que recebi há uma frase que me machucou. Está escrito: “No jornalismo, até onde alcanço, é recomendável a checagem de informações e a razão de eventuais medidas”.

Caro presidente, com o respeito que lhe devoto há décadas, peço permissão para dizer que, na minha modesta opinião, a prioridade deveria sempre ser a mãe que espera uma pensão, o preso que espera um alvará e, enfim, o cidadão que paga a conta e precisa de Justiça.

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