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O que fazer?

02/11/2019 às 12:08

Sabe aquele assunto que incomoda, faz sofrer, dói, mas, não devemos evitá-lo? Ainda com a profunda dor pela perda da pequena Ieda, a menininha morta a facadas quando ia para a creche por um rapaz que ouviu vozes dizendo que deveria matar uma criança, volto ao tema apenas para garantir – e é essa a palavra – garantir que nada vai mudar e que não faremos nada para evitar a repetição desta tragédia. O que beira o inacreditável, pois, se há um aspecto positivo quando um desastre acontece é exatamente tomarmos como exemplo para prevenir.

Vejamos um caso que está no portal de notícias de Santa Tereza e já foi alvo de reportagem na Rede Record. Ha uma mulher que mora na Praça Duque de Caxias nos últimos anos. Seria filha de um coronel reformado. É digna da compaixão de todos, mas, de repente, se torna agressiva tendo atacado duas senhoras na porta da igreja. A Polícia Militar foi procurada e disse que, quando a denúncia envolve pessoa com transtornos mentais, encaminha ao Centro de Referência em Saúde Mental – CERSAM. A Secretaria Municipal de Assistência Social diz que a agressora é acompanhada pelo Serviço Especializado em Abordagem Social desde julho de 2016. 

É o procedimento padrão. Sempre foi assim. Ninguém do governo federal, do estadual ou de qualquer prefeitura mineira assume o caso para resolver. Os da área social falam de CERSAM, SEAS, CREAS e um monte de outras siglas, jurando assistência, prometendo acompanhar e pedindo compaixão; os da segurança ressaltam seus limites, lembram aspectos legais e dizem que estão a postos.

Conversa pura. Ninguém resolve. E, para ser sincero, também não tenho solução com base nas leis e nos procedimentos que temos. É proibido internar se a pessoa não quiser, não se pode impor o medicamento porque os direitos da pessoa precisam ser respeitados e viver na rua é um direito, ainda que, eventualmente, esse dono de direitos agrida uma senhora de idade que só quer rezar. 

Ninguém resolve. Deputado não fala, vereador se esconde, nós do rádio mudamos de assunto. Até a próxima tragédia.

Ah, e quem vai à missa das 10 da manhã de domingo em Santa Tereza? Bom, tomar cuidado, muito, e “garrar” no terço.

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