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Clássico também é final

Somente a torcida tem em sua história o passado do clube. E só ela, também, terá o futuro. Tá certo que o presente está nos pés dos jogadores. Mas o tempo integral pertence àqueles que não trocam a camisa. E um clássico, amigos, traz à tona toda a vida das duas instituições. 

13/10/2018 às 06:00
Clássico também é final

A bola não para, ainda bem. Foi linda a festa da primeira final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Corinthians e, no meio da próxima semana, dia 17, terá a grande decisão. Mas, entre uma partida e outra, mudamos nosso foco para uma competição à parte: Atlético x América. Pouco importa se é pelo Brasileiro, pelo Estrangeiro ou Mineiro. Importa mesmo é que estamos falando de um clássico. Ele é quem dá poesia ao futebol. 

Veja só, até rimei algumas palavras aí em cima só porque o assunto é esse. É fascinante a truculência de um jogo assim. E digo mais: o fim de semana do clássico é um desafogo social neste momento que vivemos. Nem venham dizer para não misturar os dramas nacionais. “Ora, o intelectual brasileiro que ignora o futebol é um alienado de babar na gravata”, já dizia Nelson Rodrigues.

Portanto, vamos todos! Ninguém pode faltar ao Independência domingo. Nem os fantasmas podem deixar de ir, senão, infringem a lei do mestre cronista: “a morte não exime ninguém de seus deveres clubísticos.” E sabemos bem que os dois times em campo precisam, mais que dos jogadores, do apoio da torcida. 

Somente a torcida tem em sua história o passado do clube. E só ela, também, terá o futuro. Tá certo que o presente está nos pés dos jogadores. Mas o tempo integral pertence àqueles que não trocam a camisa. E um clássico, amigos, traz à tona toda a vida das duas instituições. 

Além de toda a carga que um clássico carrega, Atlético e América têm uma missão: alterar os 13 pontos que os separam na tabela do Brasileirão. Os alvinegros querem aumentar essa diferença, enquanto os alviverdes, diminuir. O fato é que os três pontos são importantes para os dois lados e o empate não vai valer de nada para todo mundo - inclusive ao torcedor, que não vai comparecer para buscar um ponto: ou tudo, ou nada. Assim vive um clássico. 

Em tempo: aos atleticanos, um reforço de peso está de volta. Pânico à torcida do Coelho, que pode temer a entrada, o drible e, porque não, o gol de Mário Henrique CAIXA, que está de volta ao Primeiro Time do Rádio e às narrações do Atlético, na Itatiaia. 

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