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Parou no trailler

Foi um filme ruim de um trailler que prometia...

16/09/2018 às 09:03

Amigos, 

Cruzeiro e Atlético apresentaram um espetáculo digno de ópera. Até os minutos finais, acontecia aquele suspense de como terminaria a trama e nos perguntávamos: quem levaria a melhor? Quem ia se dar mal? A justiça, afinal, ia bater o martelo para qual lado? Um roteiro que encheria o Palácio das Artes de espectadores. Uma pena que esse show todo foi entre as diretorias antes mesmo de a bola rolar. 

Se a tensão pré-clássico agitou os bastidores nos dias que antecederam o duelo, a partida em si, meus caros, não valeu nenhum centavo da briga por ingressos. Não vamos entrar nesse confronto para não dar mais espaço a retrocidade que esse tipo de encenação traz. Digo mais: não vamos dar mais cartucho a uma briga de valores que não entraram em campo. Foi um filme ruim de um trailler que prometia.

Pois bem. Para esse empate, recorro à Nelson Rodrigues para traduzir nossa decepção:

“O torcedor sente-se roubado no dinheiro da entrada e inclinado a chamar os 22 jogadores, o juiz e os bandeirinhas de vigaristas. Acresce o seguinte: — de todos os empates, o mais exasperante é o de 0 x 0. Essa virgindade desagradável e irredutível do escore já humilhava o público e, ao mesmo tempo, o enfurecia.”  

A torcida do Atlético queria vencer o rival para manter acesa a chama que, em suas faíscas, mostra o tão sonhado troféu do Brasileirão. Já os cruzeirenses queriam vencer o rival porque... bom... porque é clássico e, focado em outras competições, só uma vitória num duelo de casa empolgaria o time no Nacional. 

Os idiotas da objetividade hão de rosnar que: ‘ah, o Atlético deveria ganhar de um time reserva’ e/ou ‘óh, os jogadores do Cruzeiro deviam ter ganhado para mostrar que podem ser titulares e que têm valor’. Mas nada disso importa para o torcedor. Quem tá na arquibancada não quer saber de poupar, de desgaste. Problema do técnico, dos massagistas, médicos. Torcedor quer gol. Mais que isso: quer resultado diferente do empate.

O que as equipes ganham ou não com o empate importa pouco para quem esteve no Mineirão na tarde deste domingo. A preocupação era com a bola que não entrou. O chute torto. As bolas perdidas no meio-campo. O zero a zero. É pra vaiar o céu, amigos. Nem o lindo céu da Pampulha salva essa saída de casa, em um fim de tarde de domingo para uma partida que nem o vento pós-chuva balançou as redes. 

Esse foi o último confronto entre as equipes no ano. Se basearmos no duelo deste domingo, tenho só uma coisa para dizer sobre o fim dos clássicos na temporada: ainda bem.
 

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