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Glúten: estimativas apontam que até 2 milhões de brasileiros são sensíveis à proteína 

Por Aline Campolina/Itatiaia , 28/11/2019 às 10:49
atualizado em: 28/11/2019 às 10:49

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Foto: Banco de imagens Pixabay
Banco de imagens Pixabay

Cada vez mais presente na vida dos brasileiros, a intolerância alimentar, que é a dificuldade de digerir determinados itens presentes nos alimentos, é hoje um sério problema de saúde. Entre essas composições, o glúten (proteína presente no trigo - encontrada nos pães, cereais, massas e até na cerveja) é um dos campeões. 

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial é celíaca – sensível ao glúten. No Brasil, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), não há um número concreto de pacientes – muitos sequer têm consciência de que portam a doença. As estimativas, porém, apontam que até dois milhões de brasileiros são celíacos.

Praticamente 90% dos alimentos que consumimos têm a presença da proteína. A ingestão em excesso desses produtos pode trazer alguns riscos. Segundo Brenda Ribas, Nutricionista da clínica Vitale, “O excesso de tudo faz mal. Ainda mais de um produto que é difícil de digerir. Além disso, a gente ainda consome muito agrotóxico em vários outros alimentos que são estranhos para o nosso intestino, tendo uma modificação de microbiota, piorando todo o nosso trato intestinal. Com certeza isso contribui para as intolerâncias”, diz.
 
Os sintomas da intolerância alimentar são diversos, entre eles destacam distensão abdominal, inchaço, gases, fezes escuras e diarreia. Muita gente acaba confundindo com alergia alimentar, que é uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes em determinado alimento. Esta pode ser intensa e grave.
 
“O que difere da alergia alimentar é que a pessoa que é alérgica precisa ter mais cuidado com traços de glúten. Ela vai ter que evitar, inclusive, de comer em alguns lugares que lavam os pratos com a mesma esponja que lavou objetos com alimentos compostos por glúten”, explica a nutricionista.
 
Brenda Ribas diz ainda ser fundamental que o paciente procure um profissional da área para ajudar no diagnóstico. “É muito importante que faça os exames corretos porque, se você acha que é apenas intolerante, mas na verdade é celíaco, a chance de desenvolver um câncer é grande. E se você não tem problema com o glúten, a minha orientação é comer esses alimentos com equilíbrio”, afirma.

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