Eduardo Costa

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Os vândalos estão ganhando 

10/12/2019 às 10:37

Divulgação/Mineirão

O rebaixamento do Cruzeiro mexe com o país, repercute no mundo e adoece seus torcedores. A Ursula, o Emanuel e outros colunistas vão escrever sobre os aspectos esportivos. Quero destacar a impunidade. Que entrou em campo em 1500 e continua assombrando o Brasil. Ela protege os dirigentes irresponsáveis, acoberta jogadores mercenários e estimula vândalos disfarçados de torcedores.

É claro que o Cruzeiro iria pagar caro, mais dia menos dia, pelos dirigentes que escolheu. Fizeram tudo errado, durante muito tempo. Até cometeram irregularidades, que a nossa Polícia Civil disse estar investigando... 

É claro que a arrogância, o despreparo físico e intelectual, mais o descompromisso de alguns jogadores milionários teriam consequências...

Mas quero me fixar no comportamento animalesco dos que destruíram parte do Mineirão, chamaram a polícia para a briga fora do estádio e ainda se acham no direito de justificar tanta fúria com a tristeza. Destruíram barreiras, televisões, banheiros... Até o nariz de um brigão foi arrancado na dentada. É só mais um capítulo de uma novela de terror que parece não ter fim. Os bandidos, travestidos de torcedores, estão tomando conta dos estádios e afastando as famílias, destruindo o mais bonito das tardes de domingo que é o passeio de pais e filhos no campo, com direito a um copo de cerveja e um prato de tropeiro. As tais organizadas são a parte mais deprimente e parecem imbatíveis. No caso do Cruzeiro, duas, a Máfia e a Pavilhão, que acertam as brigas pela internet; marcam o local do encontro e desafiam tudo o que há de leis neste país. E ninguém reage. Melhor, a PM tenta, prendendo os mesmos rapazes, todo mês e avisando que eles têm prontuário de criminosos...

Por que 20 milhões de mineiros têm de se submeter a 100 marginais?

E, o que é pior, eles estão ditando moda, considerando que, neste domingo, houve briga no estádio inteiro, a partir de gente que não pertence as tais organizadas? 

Queria que o secretário de Segurança Pública, o Ministério Público e o Judiciário viessem a público para esclarecer: desistimos de passear com os filhos ou saímos na porrada com esses “organizados”?

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